segunda-feira, 4 de abril de 2011

Quando o futuro do pretérito torna-se presente


Quem poderia imaginar que, um dia, o Brasil teria papel de peso numa eleição para presidente dos Estados Unidos?
Quem diria que um candidato - a reeleição - usaria as negociações com o Brasil como um diferencial em sua campanha?
Quem diria que o Brasil cresceria em 8 anos o que não cresceu em 500?
Quem diria que o Brasil teria possibilidades reais de erradicar a miséria a curto prazo?*
Quem diria que um operário seria mundialmente reconhecido como o melhor Presidente da História do Brasil?
Quem diria que, em 2011, teríamos uma mulher na Presidência?
Quem diria que nos tornaríamos uma potência mundialmente reconhecida e respeitada?
Quem diria que o Brasil é, de fato, o país do futuro?

Pois é.

*segundo estudos realizados pelo Ipea

Tecnologicamente rudimentar



Outro dia, observei por uns vinte minutos um rapaz que colocava pedras portuguesas na calçada.
Fazia calor. Um sol de rachar.
Ele, se equilibrando agachado - ora depositando seu peso sobre a perna esquerda, ora sobre a direita - ia cuidadosamente montando aquele quebra-cabeça com tanta agilidade que me entreteve por um longo espaço de tempo.
A rua estava movimentada.
Pessoas apressadas passavam por ele sem se darem conta do que acontecia ali.
Sequer o notavam.
E ele lá. Incansável.
Exercendo seu trabalho habilidosamente.
Peguei-me pensando em como o mundo evolui tão rapidamente e, ainda assim, assistia àquela atividade tão arcaica.
Por outro lado, senti um alento no peito ao constatar que, mesmo numa era de robôs quase humanos, o homem é insubstituível.
As máquinas podem cada vez mais.
Mas, nós, humanos, podemos tudo.