sexta-feira, 1 de abril de 2011

Um aniversário que não se comemora


Em 13 de março de 1964, o Presidente João Goulart discursou para cerca de 150 mil pessoas, em frente à Central do Brasil, no Rio de Janeiro.
Em seu discurso, Jango defendeu a reforma da Constituição, que garantiria o direito de voto aos analfabetos, criticava seus opositores, aos quais dizia usarem "máscaras de democratas", que, com interesses escusos, estariam a favor de grandes companhias, contra o povo e as reformas de base propostas em seu governo.
Anunciou que assinara um decreto encampando refinarias privadas de petróleo e outro autorizando a desapropriação de terras ao longo de ferrovias e rodovias federais.
Jango defendia a reforma agrária, a reforma educacional, a reforma eleitoral, a reforma urbana e a reforma tributária.
Por seus opositores, encabeçados pelo governador da Guanabara, Carlos Lacerda, foi chamado de subversivo.
Os decretos assinados por João Goulart, recebidos ferozmente pelos conservadores, contribuíram para sua queda logo em seguida.
Devidamente revogados, os dois decretos foram a "sentença de morte" do Presidente Jango.
Em 31 de março de 1964, os militares decretaram o fim do Governo Civil e o início do Regime Militar, que mergulhou o Brasil nas mais profundas trevas por longos 21 anos.
Jango foi exilado e faleceu em 1976 em circunstâncias ainda suspeitas.
Nunca mais pisou no país que tanto amava.