Não poderia falar de Lula sem comentar a respeito de sua não presença no almoço oferecido ao presidente americano Barack Obama.
Definitivamente, a ausência de Lula foi a presença mais marcante no encontro.
Muito se especulou a respeito.
Muita asneira se disse.
Houve quem comentasse: "Ele não foi pra não ofuscar a Dilma.".
Que ridículo!
Outros disseram: "Ele não foi porque tem ciúme do destaque que a imprensa* tem dado a Dilma.".
Alguns consideraram desmesura: "Nada surpreendente em se tratando de Lula.".
A mim, a explicação mais plausível é: C-A-R-Á-T-E-R.
Segundo o jornalista Luiz Nassif, no blog Brasilianas.org, durante a visita da secretária de estado, Hillary Clinton, ao Brasil, enquanto Lula era Presidente, um diplomata afirmou ao então Ministro da Relações Exteriores, Celso Amorim, que Obama só visitaria o Brasil, após Lula deixar o cargo.
E assim o fez.
Uma lacuna, ainda, é a omissão do presidente americano com relação à intermediação feita por Brasil e Turquia, negociada por Lula, junto ao presidente iraniano, Ahmadnejad, com relação ao programa nuclear do Irã.
O Brasil propôs um acordo e assumiu a frente das negociações, sobre a qual, Estados Unidos e aliados passaram por cima como um rolo compressor - o que, aliás, é de costume.
Por tudo isso, acredito eu, Lula não compareceu àquele almoço.
Por vaidade, como muitos esbravejaram?
Não. Ele é maior que a vaidade.
Por integridade.
Somente um homem de caráter e com princípios muito bem fundamentados é capaz de sobrepor sua integridade à vaidade.
*leia-se PIG

