segunda-feira, 4 de abril de 2011

Tecnologicamente rudimentar



Outro dia, observei por uns vinte minutos um rapaz que colocava pedras portuguesas na calçada.
Fazia calor. Um sol de rachar.
Ele, se equilibrando agachado - ora depositando seu peso sobre a perna esquerda, ora sobre a direita - ia cuidadosamente montando aquele quebra-cabeça com tanta agilidade que me entreteve por um longo espaço de tempo.
A rua estava movimentada.
Pessoas apressadas passavam por ele sem se darem conta do que acontecia ali.
Sequer o notavam.
E ele lá. Incansável.
Exercendo seu trabalho habilidosamente.
Peguei-me pensando em como o mundo evolui tão rapidamente e, ainda assim, assistia àquela atividade tão arcaica.
Por outro lado, senti um alento no peito ao constatar que, mesmo numa era de robôs quase humanos, o homem é insubstituível.
As máquinas podem cada vez mais.
Mas, nós, humanos, podemos tudo.

Um comentário:

  1. Adorei esse!

    E homens projetam máquinas, que ajudam, que surpreendem, que destroem, mas que nunca substituirão o gênio humano. Porque lhes falta exatamente o humano.

    Bacio8!

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