Completados 47 anos do Golpe Militar de 1964, percebi uma lacuna na minha vida escolar.
Sempre me considerei boa aluna de História. Sempre gostei da matéria.
Mas a História que me ensinaram não é exatamente a História que conheço agora.
Pesquisando para escrever aqui algo que fosse relevante em um dia tão marcado como 31 de março, deparei-me com um personagem até familiar, mas desconhecido.
Minha surpresa ao conhecê-lo de fato foi tão grande que decidi escrever sobre ele: Jango.
João Goulart foi um herói nacional.
João Goulart não teve seu verdadeiro valor reconhecido pela História.
Aliás, reformulando, só a História o reconhece. Nosso sistema educacional é que falhou no momento de falar dele para nós.
Foi o primeiro Presidente do Brasil a pensar no povo como parte integrante do país.
Homem rico, não precisava da política como "meio de vida".
Enveredou-se por ela por convicção. E vocação.
Assinou um decreto autorizando a reforma agrária. Assunto que ainda é tabu até os dias atuais.
Por este decreto, foi deposto.
Foi exilado.
Morreu sem voltar a pisar na terra que tanto amava.
Sua morte ainda não foi de todo esclarecida.
Fortes indícios levam à desconfiança de assassinato.
Destino cruel demais para um homem que olhou para o povo de seu país com olhos Humanos.
Um homem que não se rendeu à elite.
Um homem que não se rendeu ao jugo dos militares.
Um herói tratado como coadjuvante de sua própria História.

Nenhum comentário:
Postar um comentário