Apesar de saber o quão delicado é o assunto política, como criei aqui um espaço democrático e irrestrito, considero importante "pisar nesse chão devagarinho".
Fui avessa à política por longos anos.
Pensei que sempre seria.
Até o dia em que, num click - isso mesmo, no espaço de um suspiro -, compreendi que pode ser bom ler, conversar e pensar sobre política.
Como em todo setor, existem aqueles dos quais nos orgulhamos e aqueles dos quais nos envergonhamos.
Meu problema é que, mantendo-me voluntariamente alheia, nunca separei o joio do trigo.
Enfim, comecei a mudar.
E foi muito bom!
Melhor ainda, foi acordar em tempo de perceber o quanto meu homenageado de hoje fez por nós, brasileiros.
Antes de prosseguir, deixem-me apresentá-lo: Luiz Inácio Lula da Silva.
O operário que virou Presidente.
O homem do povo que mudou a vida do povo.
Um homem que fez mais pelo Brasil em oito anos do que todos os outros fizeram em quinhentos.
Tão respeitado mundo afora e tão massacrado em sua pátria - por uma minoria barulhenta.
Lula devolveu ao povo brasileiro o direito de sonhar, pois os sonhos, agora, podem se realizar.
Lá em Portugal - país que, na minha opinião, fez muito pouco por nós - está ele, acompanhado de sua sucessora e herdeira - outra grande figura - Dilma Rousseff, para receber duas honrarias: um prêmio por defender a democracia e o título de doutor honoris causa.
Sim. Ele mesmo. O retirante, torneiro mecânico, pobre, sem curso universitário.
Ele mesmo. Um Silva. Mais um. Dentre tantos.
Aquele que emergiu da miséria e da dificuldade de ser um cidadão pobre brasileiro.
E lutou.
Lutou.
E venceu.
Vencemos!
Obrigada, Lula!

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